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Capacitação treina equipes para atendimento rápido em casos de edema agudo de pulmão

Curso fortalece preparo do pronto-socorro diante de emergência que pode levar à morte

 

A sensação de estar se afogando mesmo fora da água, tosse com secreção rosada e espumosa, falta de ar intensa, sonolência, fraqueza e batimentos acelerados são sinais de alerta para uma condição grave: o edema agudo de pulmão (EAP). O quadro é caracterizado pelo acúmulo rápido de líquido nos pulmões, o que dificulta a respiração e exige atendimento imediato.

Para garantir assistência cada vez mais ágil e segura à população, o Núcleo de Educação Permanente (Nudep) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta terça-feira (24), uma capacitação voltada ao reconhecimento precoce e à condução adequada dos casos de EAP.

Durante o encontro, foram apresentados os principais sinais clínicos, os diagnósticos diferenciais associados ao quadro e as condutas terapêuticas indicadas em cada situação. A atividade foi conduzida pela fisioterapeuta residente em Urgência e Emergência do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Júlia Pimentel, e contou com discussão de casos clínicos reais vivenciados na unidade.

“O edema está frequentemente associado a doenças cardíacas. Como o Hospital de Base é referência em cardiologia, recebemos muitos pacientes com esse quadro. Além disso, a condição também pode estar relacionada a doenças pulmonares, reações transfusionais, uso de opioides e até à exposição a grandes altitudes”, explica a fisioterapeuta.

Segundo ela, o atendimento exige atuação integrada de toda a equipe do pronto-socorro. “É necessário suporte ventilatório, administração de medicamentos, posicionamento adequado do paciente e monitorização contínua”, detalha.

A enfermeira residente em Avaliação de Tecnologias em Saúde, Renata Paiva, também participou da capacitação e destacou a importância do treinamento. “Ter segurança nas condutas faz toda a diferença no desfecho clínico. O conhecimento adquirido será aplicado diariamente na assistência aos pacientes”, afirma.

 

Por Agência Brasília, com informações do IgesDF | Edição: Vinicius Nader

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