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Espécies do Cerrado florescem no Parque da Cidade

Após dois anos da retirada de pinheiros antigos, replantio nos estacionamentos 4 e 5 já apresenta flores e frutos

 

O processo de replantio de árvores nos estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, já começa a apresentar resultados positivos. Após a retirada de 1.628 pinheiros antigos, em 2024, cerca de 3 mil mudas de 36 espécies nativas do Cerrado, adaptadas ao clima da região, foram plantadas no local e apresentam bom desenvolvimento.

O trabalho foi realizado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela arborização em áreas públicas do Distrito Federal. Segundo a equipe técnica do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), da Diretoria de Cidades, as mudas produzidas nos viveiros da companhia já apresentam flores, frutos e ultrapassam três metros de altura.

As cerca de 3 mil mudas plantadas nos estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade estão se desenvolvendo bem | Foto: Divulgação/Novacap
As cerca de 3 mil mudas plantadas nos estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade estão se desenvolvendo bem | Foto: Divulgação/Novacap

Entre as espécies escolhidas estão ipês (branco, amarelo-petrópolis, amarelo-peludo, caraíba-amarelo, roxo e rosa), jacarandá-mimoso, pau-brasil, oiti, sapucaia, pequizeiro, baru, angico-branco-do-cerrado, pau-d’óleo, fisocalima, landim, cássia-chuva-de-ouro, pau-ferro, vinhático, louro-pardo, aroeira-vermelha, pata-de-vaca-rosa, mutamba, quaresmeira-roxa, imbiruçu, bálsamo, imburana, ingá-mirim, tamarindeiro, pitangueira e goiabeira, além de espécies de palmeiras como jerivá, guariroba, locuba, bismarckia-azul e veitchia. A seleção prioriza as características de solo e clima da região, conforme projeto original idealizado por Burle Marx.

Desde o plantio, as mudas passam por manutenção rotineira e monitoramento técnico da companhia. Durante as vistorias, são identificadas árvores que precisam de ajustes no tutoramento, adubação ou controle de pragas, como formigas e cupins. Também é feita a reposição de mudas que não se desenvolveram adequadamente.

“O plantio é apenas a primeira etapa. O acompanhamento contínuo das mudas garante que elas se desenvolvam de forma saudável e se adaptem da melhor forma. Nosso objetivo é fortalecer a presença de espécies do Cerrado e ampliar a biodiversidade nas áreas urbanas do Distrito Federal”, explica o diretor da Diretoria de Cidades, Raimundo Silva.

Renovação arbórea

A substituição dos pinheiros também favoreceu o equilíbrio ambiental do parque. As espécies nativas do Cerrado contribuem para a biodiversidade e estimulam a presença de insetos, aves e outros animais. Além disso, a arborização melhora o microclima da área e a qualidade do espaço para os visitantes. O sombreamento mais intenso, no entanto, deve levar de 5 a 8 anos, a depender da espécie.

O secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, responsável pela administração do parque, afirma que a recuperação do Parque da Cidade com o plantio de espécies do Cerrado reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a sustentabilidade e a preservação ambiental. “Além de valorizar o bioma local, essa ação contribui diretamente para a qualidade dos espaços públicos utilizados pela população para esporte e lazer”, disse.

O Parque da Cidade é um dos principais pontos de lazer da capital. Frequentadora assídua, a professora Ana Paula Santos, de 52 anos, já percebeu e aprovou a mudança. “Passo por aqui quase todos os dias e já dá para ver lindas árvores crescendo. Fico feliz que priorizam espécies do cerrado, porque isso valoriza e impacta no nosso meio ambiente e parque”, afirma a moradora da Asa Sul.

Os troncos dos antigos pinheiros foram transportados para o Pátio do Viveiro II da Novacap, localizado no Setor de Oficinas Norte (SOFN). Grande parte dos lotes de madeira já foi leiloada, e outra parte permanece na companhia, aguardando leilão. Todo o recurso arrecadado com a venda da madeira é destinado ao Tesouro do Distrito Federal.

 

Por Agência Brasília, com informações da Novacap | Edição: Carolina Caraballo

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