Muitas histórias de transformação social acontecem longe dos holofotes. Com o propósito de dar visibilidade a mulheres que impactam positivamente suas comunidades, a jornalista e empreendedora da comunicação Kátia Cubel criou o Prêmio Engenho Mulher – Reconhecimento a Quem nos Transforma. Idealizadora também do Prêmio Engenho de Comunicação, ela dedica sua trajetória à valorização do jornalismo, da liderança feminina e da cidadania no Distrito Federal.
Foi com esse propósito que nasceu o Prêmio Engenho Mulher, iniciativa que chegou à sua quarta edição consolidada como uma importante plataforma de valorização do protagonismo feminino. Realizada em 25 de maio, no Museu de Arte de Brasília (MAB), a cerimônia reconheceu mulheres que transformam vidas por meio da educação, da cultura, da sustentabilidade e da promoção da cidadania.
Mais do que uma premiação, o Engenho Mulher representa uma causa. A inspiração para sua criação surgiu da preocupação de Kátia Cubel com o crescimento da violência de gênero, especialmente contra mulheres jornalistas. Diante de um cenário marcado por ataques e tentativas de silenciamento, ela decidiu transformar indignação em ação. “Apresentar à sociedade mulheres que se empenham em fazer do mundo um lugar melhor para todas nós vivermos” tornou-se a essência do projeto.
Desde sua criação, o prêmio busca dar visibilidade a lideranças femininas que muitas vezes atuam longe dos grandes palcos, mas promovem mudanças profundas em suas comunidades.
“O Prêmio Engenho Mulher dá visibilidade a causas e projetos liderados por mulheres extraordinárias. Essa visibilidade pode atrair parceiros, recursos e conexões importantes para ampliar o alcance de seus trabalhos”, destaca Cubel a Revista Antenados.
Neste ano, mais de 30 candidatas foram avaliadas por um júri formado por jornalistas do Distrito Federal. As três homenageadas possuem trajetórias distintas, mas compartilham o propósito de transformar vidas por meio do conhecimento e da ação social.
Entre elas está Ana Paula Bernardes, idealizadora do projeto Roedores de Livros, iniciativa que incentiva a formação de leitores e fortalece a educação como ferramenta de inclusão. Também foi reconhecida Anabele Gomes, presidente da Rede de Sementes do Cerrado, cujo trabalho alia preservação ambiental, valorização dos saberes tradicionais e geração de renda. Completa a lista Cristiane Sobral, escritora e ativista que, por meio da literatura, promove reflexões sobre identidade, representatividade e cidadania.
Para Kátia Cubel, as três homenageadas representam exatamente o espírito da premiação. “Elas acreditaram em si mesmas e seguiram em frente, mesmo diante das adversidades. São empreendedoras natas que decidiram ajudar seu entorno e hoje multiplicam educação, cidadania e oportunidades”, aponta Cubel.
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Foto: divulgação
