Com a participação de 126 profissionais de saúde, iniciativa incluiu micropigmentação paramédica para 30 pacientes
Em meio ao Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama, o Hospital Regional de Taguatinga iniciou, no dia 22, o 11º Mutirão de Reconstrução de Mamas. Foram atendidas 32 mulheres, que passaram por cirurgia plástica de reparação mamária após terem realizado a mastectomia — retirada total do órgão —, em decorrência do câncer de mama. Desse total, 30 mulheres receberam também a micropigmentação paramédica, procedimento estético e reparador que redesenha tridimensionalmente a aréola e o mamilo das pacientes.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar mais de 78 mil novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026-2028. Entre os sinais e sintomas que merecem atenção, estão nódulos nas mamas, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, lesões na pele dos seios, alterações na pele (aspecto semelhante a casca de laranja), aumento progresivo do tamanho da mama e mudança no formato do mamilo, entre outros.
“Cada cirurgia dessa representa uma história de coragem, superação e esperança, evidenciando a importância do cuidado que acolhe, respeita a dignidade e reconhece o direito da mulher a uma assistência de qualidade”
Thalita Rassi, diretora do HRT
A presença de qualquer sinal suspeito exige a avaliação por um profissional de saúde. Na rede pública do DF, o caminho para o atendimento inicia nas unidades básicas de saúde (UBSs), que solicitam a mamografia — um dos principais exames para investigar o câncer de mama.
Atualmente, o exame pode ser feito nos hospitais regionais de Sobradinho (HRS), da Asa Norte (Hran), da Região Leste (HRL), de Samambaia (HRSam), do Gama (HRG), de Taguatinga (HRT) e de Ceilândia (HRC), bem como no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), no Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) e no Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT).
Equipe multiprofissional
Participaram do 11º mutirão sete mastologistas, 18 cirurgiões plásticos, 17 anestesistas, 13 enfermeiros, 30 técnicos de enfermagem e seis fisioterapeutas, além de cinco tatuadores, 20 acadêmicos de medicina e dez residentes de enfermagem.
Uma das pacientes a passar pelo procedimento cirúrgico durante a força-tarefa foi Josimeira Barbosa de Moura, de 59 anos, que descobriu um nódulo em estágio avançado durante uma consulta de rotina. A moradora de Taguatinga precisou fazer quimioterapia, radioterapia e retirar as mamas em fevereiro de 2024.
“Fui atendida pela rede pública durante todo o processo, e nunca me faltou nada”, relatou. “Todos os exames e procedimentos que precisei fazer foram realizados do início ao fim pela rede pública de assistência completa. Encarei a situação. Eu só tinha dois caminhos: desistir ou seguir em frente. E escolhi seguir.”
Para a diretora do HRT, Thalita Rassi, a reconstrução mamária vai além de um procedimento cirúrgico, representando a possibilidade de resgatar a autoestima, fortalecer a confiança e contribuir para a recuperação física e emocional das mulheres que enfrentaram a mastectomia.
“Cada cirurgia dessa representa uma história de coragem, superação e esperança, evidenciando a importância do cuidado que acolhe, respeita a dignidade e reconhece o direito da mulher a uma assistência de qualidade”, enfatizou.
Por Agência Brasília, com informações da Secretaria de Saúde | Edição: Chico Neto
