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Equipes do GDF vistoriam voçorocas em Alexânia (GO)

Visita técnica da Secretaria do Entorno teve como objetivo dar orientações e auxiliar na contenção das erosões que ameaçam estradas e áreas urbanas

 

Técnicos da Secretaria do Entorno (Seent-DF) participaram, nesta terça-feira (14), de uma visita técnica a Alexânia, no Entorno do DF, para avaliar voçorocas — grandes erosões que são recorrentes ameaças a estradas e áreas urbanas. 

Área da voçoroca em Alexânia: erosão de grandes proporções ocorre por diferentes causas, como a impermeabilização excessiva do solo | Foto: Divulgação/Seent-DF
Área da voçoroca em Alexânia: erosão de grandes proporções ocorre por diferentes causas, como a impermeabilização excessiva do solo | Foto: Divulgação/Seent-DF

A iniciativa teve como objetivo orientar a Defesa Civil municipal na formação de sua equipe e abrir tratativas para um curso de técnicos, a ser ministrado pela Seent-DF com instrutores da Defesa Civil do DF e colaboradores da secretaria. A ação contou com a colaboração da prefeitura da cidade goiana. Foram visitados cinco pontos críticos de voçorocas, utilizando drones para captar imagens aéreas detalhadas, a fim de coletar informações. O prefeito de Alexânia, Warley Gouveia, já havia decretado situação de emergência, por meio de publicação oficial, na segunda-feira (13).

“Com base nesse material, a secretaria dará apoio técnico para subsidiar um iminente pedido de situação de emergência do município junto ao Ministério da Integração Nacional e Defesa Civil Nacional”, afirmou o assessor especial da secretaria, Luiz Carlos Ribeiro. Também participaram da vistoria o vice-prefeito de Alexânia, Antônio Naldim Magalhães, bem como outros representantes da prefeitura. 

Parceria

“Agradecemos a parceria da Seent-DF, nesta vistoria técnica”, declarou o vice-prefeito. “A orientação para formar nossa equipe de Defesa Civil e o curso com instrutores de Brasília vão fortalecer nossa capacidade de enfrentar as voçorocas e outras ações adversas. Investir em prevenção e informação é proteger vidas.”

De acordo com a Defesa Civil, a impermeabilização excessiva do solo por calçadas e asfalto impede a infiltração natural da água, acelerando o escoamento superficial e a erosão. A falta de infraestrutura para captação de águas pluviais agrava o problema ao permitir acúmulo descontrolado durante chuvas intensas.

Já o desmatamento às margens de rios e riachos, que funcionam como calhas naturais, provoca assoreamento e destruição do solo circundante. Há, ainda, a ocupação desordenada de terrenos, que expõe áreas frágeis sem planejamento adequado, enquanto o solo típico do Cerrado — naturalmente propenso a erosões — se degrada rapidamente quando a vegetação nativa é removida. 

 

Por Agência Brasília, com informações da Secretararia do Entorno | Edição: Chico Neto

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