domingo , 3 de julho de 2022

Elegância não tem idade

Com 37,7 milhões de idosos, o mercado da moda procura se reinventar para atender a essa parcela da população. Para a especialista, vestir-se bem é possível em todas as idades

O amadurecimento da população brasileira tem modificado a maneira de viver dos brasileiros e gerado impactos positivos em diversos setores. O aumento da população idosa que, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE), soma mais de 37,7 milhões de brasileiros trouxe um novo modo de viver a essas pessoas. A moda foi um desses segmentos que tiveram de se transformar.

A imagem da avó do século passado em nada se assemelha às mulheres da dita melhor idade. Com maior expectativa e qualidade de vida, essa parcela da sociedade está cada vez mais descolada e não abre mão de estar em dia com as tendências. Cada vez mais vaidosas, mulheres investem em looks que valorizem o novo visual.

A aposentada Zilda Sousa, 75 anos, que dedicou a vida à moda, fala da importância desse novo pensamento. “Poucos anos atrás, o mercado da moda era pensado para as jovens e uma mulher com 60 anos não encontrava opções para se vestir. Hoje, o setor se reinventou, mesmo que a oferta ainda seja bem menor. Estamos cada vez mais independentes e modernas e mostramos isso a partir das roupas que vestimos”, afirma.

“Eu costumava dizer que as confecções produziam peças com dois buracos, um em cima e outro embaixo, como se o bom gosto fosse algo exclusivo dos jovens”, recordou. “Cada idade tem sua beleza e isso deve ser respeitado e valorizado. E a moda está aí para ressaltar a beleza de cada pessoa. Nem tudo fica bem em todos, não podemos forçar as pessoas a adotarem um padrão, pois somos diferentes, com corpos e estilos diferentes. Há pessoas mais modernas e descoladas; outras, mais conservadoras. Isso deve ser respeitado”, afirmou.

A presença de modelos mais velhas nas campanhas é cada vez maior. Antes, uma profissional com mais de 30 anos já era considerada velha. Atualmente, grifes apostam em personagens com mais de 50 anos para o lançamento das novas coleções.

“Vivi da moda e para a moda. Meu filho brincava dizendo que a frase ‘está inventando moda’ era algo verdadeiro na nossa casa. Mesmo depois de me aposentar, continuei trabalhando. Hoje, ajudo amigas e familiares a se vestirem, principalmente, para ir a festas e comemorações”, conclui.

Além das novas opções de vestimentas, outros pontos devem ser observados como a capacitação dos atendentes, a adequação de espaços – pisos nivelados, bancos mais confortáveis – e a atenção dispensada aos clientes, que demandam mais atenção.

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