João Rodrigues nasceu na cidade de Araióses no Maranhão e vive em Valparaíso – GO. É formado em Gestão Pública, mas sempre viveu rodeado pelos livros. É pai, vendedor e escritor de livros infantis. Tem 3 livros publicados e dedica a sua vida ao incentivo da leitura e ao amor pelos livros. “Quer conhecer as diferenças?”, “Quer conhecer o universo?” e “O menino que achava que empinava pipa”, são as obras que ilustram a carreira deste grande escritor.

Nesta criação especial, o autor convida você a passear pelas letras do alfabeto de um jeito diferente: com afeto, brasilidade e lembranças que aquecem o coração. Cada letra guarda um pedacinho da vida, da cultura e das pequenas alegrias do cotidiano.
Prepare-se para sentir, lembrar e sorrir com este Alfabeto de Emoções e Encantos:
Abraço: abraço apertado, carinho compartilhado
Bolo: bolo de fubá, delícia de saborear.
Carinho: carinho com cafuné, aconchego da cabeça ao pé.
Dança: dança animada, alegria escancarada.
Estrela: estrela cadente, desejo da gente.
Férias: férias no verão, descanso pro coração.
Gargalhada: gargalhada alta, alegria não falta.
Histórias: histórias contadas, memórias guardadas.
Inverno: inverno com cobertor, abraço que dá calor.
Jujuba: jujuba colorida, doce que encanta a vida.
Ketchup: ketchup na batata, delícia que arrebata.
Livro: livros na estante, sonhos a todo instante.
Música: música favorita, alma que se agita.
Noite: noite estrelada, magia encantada.
Omelete: omelete fofinho, sabor caseirinho.
Pipoca: pipoca estourada, sessão preparada.
Queijo: queijo com goiabada, dupla apaixonada.
Respeito: respeito sem preconceito, cada um tem um jeito.
Sorvete: sorvete colorido, sorriso garantido.
Tarde: tarde preguiçosa, soneca gostosa.
União: união fortalece e tudo acontece.
Vento: vento no rosto, liberdade com gosto.
Wi-fi: wi-fi sem falhar, é alívio no ar.
X-burguer: x-burguer gigante, lanche chocante.
Yoga: yoga pra relaxar, equilíbrio a buscar.
Zzz: zzz… no cochilo, sono tranquilo..
Vamos mergulhar nessas grandes aventuras?
Nesta outra criação, o autor apresenta um novo ponto de vista para a clássica história da Chapeuzinho Vermelho: agora, quem conta os fatos é o próprio lobo. Entre justificativas e desabafos, ele revela detalhes que talvez nunca tenham sido ouvidos antes. E, ao final, deixa no ar um toque de suspense, capaz de prender o leitor até a última linha.
Daqui das profundezas da floresta, fala-lhes o lobo. Com muita raiva, é claro, porque, sempre que vou dar uma lição nos personagens, sou impedido por uma casa de tijolos ou por um caçador. Todas essas situações não me causam orgulho, mas a que mais me envergonha foi quando tentei enganar aquela menina egoísta e impiedosa chamada Chapeuzinho Vermelho.
Bem, como as aulas de ioga e meditação têm conseguido me deixar mais calmo e conformado, agora consigo contar como tudo aconteceu.
Em um belo dia de sol e calor intenso, eu estava caminhando tranquilamente no bosque procurando comida. De repente, avistei uma garotinha vestida de roupa de inverno vermelha cantarolando uma cantiga que, além de ter uma melodia insuportável, ainda citava meu nome, me chamando de Lobo Mau, veja só!
Mau? O que eu tinha feito àquela criatura para ela estar fazendo juízo errado de mim? Nunca a tinha visto na vida!
Perguntei como se chamava e ela me respondeu:
— Chapeuzinho Vermelho — com aquela voz que mais parecia um miado.
A garota, nada tímida, foi logo contando que estava com a cesta cheia de comidinhas gostosas que a mãe tinha preparado para ela levar para a avó.
Nesse blá-blá-blá, a menina me deu o endereço da vovozinha e tudo. Quanta ingenuidade!
Mesmo ouvindo os roncos que vinham da minha barriga, aquela desalmada foi incapaz de me oferecer uma fatia de bolo, um copo de suco…
Nesse momento, tive a certeza de que não ia mesmo me contentar com salgadinhos e docinhos: entraria na casa da avó e devoraria tudo que ela tivesse de comida.
Convenci Bobinha, digo, Chapeuzinho Vermelho, a pegar o caminho mais longo. Assim consegui chegar mais rápido do que ela ao destino.
Corri como vento forte até a casa da velha senhora, bati na porta e tratei de imitar a voz fininha da menina. Não tive dificuldade em entrar.
Foi então que…
