Arquiteta formada pela Universidade de Brasília (UnB), Karla Amaral atua na capital federal desde 1999. Sua marca registrada é um estilo que transita entre o contemporâneo e o moderno. Desenvolve projetos comerciais e corporativos e é presença constante na CasaCor Brasília. Suas inspirações encontram referências nas artes, nas viagens e nos livros, além, é claro, da própria cidade.
“Procuro entender e ‘ler’ cada um dos clientes que me procuram, com suas demandas e expectativas, respeitando a história de cada um, mas trazendo sempre uma linguagem mais contemporânea para os trabalhos”, afirma.
A arquiteta explica que o traço modernista influencia seu processo criativo ao desenvolver um projeto. Desde criança, convive com elementos que traduzem a arquitetura de Oscar Niemeyer: cresceu cercada por brises-soleil, pilotis, marquises e cobogós do quadradinho. A formação na UnB também foi imprescindível. “Entendi a arquitetura como uma forma descomplicada, funcional e plástica. A luz natural e as aberturas que integram os espaços internos aos jardins são importantíssimas nessa arquitetura”, acrescenta.
Após 30 anos de profissão, ela entende que tempo e qualidade nos relacionamentos são fundamentais ao longo da trajetória. Hoje, tem a possibilidade de escolher trabalhos que desafiem seu potencial. Para Karla, o aprendizado é essencial, e a maturidade é um pilar que traz mais tranquilidade para lidar com os desafios.
Projetar e gerir a rotina do próprio lar pode não ser tarefa fácil. No entanto, a arquiteta acredita que uma estrutura de apoio é fundamental quando uma mulher desempenha múltiplas funções. “Conto com pessoas competentes ao meu lado que me ajudam a manter o equilíbrio e a tranquilidade para cumprir ambas. Formar uma equipe não é tarefa fácil, mas é absolutamente necessário”, destaca.
No dia a dia de obras e prazos, o estresse é inevitável. O segredo para não deixar o cansaço profissional transbordar para a vida pessoal é manter atividades paralelas. Ela está sempre ativa, seja praticando exercícios físicos ou estudando algo que estimule novas habilidades, além de manter uma vida social ativa.
Passado e futuro
Olhando para trás, o que Karla diria àquela jovem recém-formada que estava começando a carreira?
“Ame muito seu ofício. Aprofunde-se sempre. Viaje para enxergar o mundo com sua própria lente. Transforme a vida das pessoas entregando o seu melhor. Seja paciente. Resiliente. Acredite em você”, diz. E, para as jovens arquitetas, fica o recado:
“Não sejam superficiais. Ouçam mais, sejam autênticas, criem sua própria linguagem vocês têm esse poder. Sejam responsáveis, tenham paciência. Escolham o que querem colher. Trabalhem duro, porque o sucesso não vem de graça”.
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