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Ric King: entre a música, a fé e a busca pela leveza

A música acompanha Ric King desde os 12 anos, quando ainda adolescente teve o primeiro contato com a guitarra na igreja. Nascido em um ambiente cristão, encontrou no louvor o espaço para começar a desenvolver sua relação com a arte. Vieram os estudos, o violão, o convite para cantar e, posteriormente, a dedicação à técnica vocal. Desde então, a música deixou de ser apenas uma paixão e passou a fazer parte de sua identidade.

Brasília também teve papel importante nessa formação. Durante a adolescência, Ric se aproximou das bandas que ajudaram a construir a história musical da capital, como Raimundos, Capital Inicial e Legião Urbana. O contato com o rock brasiliense ampliou seus horizontes e influenciou sua maneira de enxergar e fazer música. Com o tempo, porém, suas referências se transformaram. A intensidade do rock deu espaço a uma sonoridade mais tranquila, marcada por influências do folk e pela proposta de proporcionar ao público momentos de paz e leveza.

Um dos capítulos mais marcantes dessa trajetória foi o primeiro show autoral, o “Ricking Acústico”, realizado no fim de 2019, no Teatro da Livraria Cultura, no Casa Park. O espaço ficou lotado, e ver pessoas reunidas para ouvir suas próprias composições foi uma experiência emocionante. O projeto acabou sendo interrompido pela pandemia de 2020, mas deixou frutos, entre eles o clipe de “Nossa Bagunça”, música composta para os filhos e disponível no YouTube.

Sua identidade vocal também foi construída a partir de grandes referências, especialmente Guilherme de Sá, do Rosa de Saron, e Mauro Henrique. A partir deles, Ric aprofundou os estudos e explorou técnicas vocais que contribuíram para encontrar sua própria maneira de cantar. Para ele, entretanto, ser artista vai muito além da técnica: envolve também valores, propósito e a forma como se relaciona com as pessoas.

Hoje, Ric vive da música e considera essa uma de suas grandes conquistas. Viver de arte no Distrito Federal, segundo ele, exige persistência, dedicação e a busca constante por reconhecimento e valorização profissional. Ainda assim, enxerga Brasília como uma cidade culturalmente rica e diversa, capaz de oferecer espaço para diferentes estilos e públicos.

Mais do que construir uma carreira, Ric King tem um propósito: levar o Evangelho por meio da música. Reservado e muito ligado à família, ele também atua como ministro de louvor e busca levar mensagens de fé e esperança a igrejas, hospitais, praças, orfanatos e outros espaços. Para ele, a arte pode ser uma forma de plantar amor no coração das pessoas e deixar um legado para as próximas gerações.

Para o futuro, o artista prepara uma nova fase, com músicas voltadas principalmente à música cristã. Também pretende ampliar o projeto infantil “Memórias Acústico”. Entre sonhos, composições e novos projetos, segue acreditando que cada etapa acontece no tempo certo. Sua inspiração permanece na fé e na certeza de que, quando se entrega o caminho a Deus, é possível transformar talento em propósito.

Foto: divulgação

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