Saúde

Rede pública de saúde do DF oferece prevenção para problemas oftalmológicos

Consultas regulares com especialistas ajudam a identificar doenças silenciosas e evitam complicações futuras

 

As consultas regulares ao oftalmologista são fundamentais para a saúde ocular. Mesmo que não haja sintomas claros, os exames periódicos podem detectar problemas evitando futuras complicações. A recomendação é que os exames sejam realizados anualmente, principalmente após os 40 anos, mas isso pode variar dependendo do histórico familiar ou das condições de saúde do paciente.

Segundo o oftalmologista Danillo Almeida, gerente dos Serviços Cirúrgicos do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), os problemas mais comuns que afetam a visão incluem ametropias (miopia, hipermetropia e astigmatismo), catarata, glaucoma e retinopatia diabética.

“Muitas dessas doenças se desenvolvem de forma silenciosa. Glaucoma e retinopatia diabética, por exemplo, não costumam apresentar sintomas no início, mas podem levar à cegueira se não forem tratadas a tempo. Consultar um oftalmologista regularmente é a melhor forma de se proteger”, explica o médico.

No Hospital de Base, além dos atendimentos de emergência e alta complexidade, são realizados exames pré-operatórios, cirurgias de catarata, avaliação de fundo de olho e cirurgias para casos graves de glaucoma. Danillo reforça que a maioria dos pacientes com glaucoma pode ser tratada com colírios, sem necessidade de cirurgia, ao contrário da catarata, cujo tratamento é essencialmente cirúrgico.

Cirurgias como a de catarata são realizadas no Hospital de Base de Brasília

Outro problema comum, especialmente no inverno, são as conjuntivites, geralmente causadas por vírus. O médico alerta sobre os riscos do uso indiscriminado de colírios antibióticos sem orientação especializada.

Quando procurar um oftalmologista

Crianças
  • Primeira consulta entre 6 meses e 1 ano, para avaliar o desenvolvimento visual;
  • Aos 3 anos, exame completo antes da fase escolar;
  • A partir dos 6 anos, consultas anuais.
Para adultos
  • Exames a cada dois anos, ou conforme orientação médica;
  • Após os 40 anos, todos devem fazer avaliação para detecção precoce do glaucoma;
  • Quem tem histórico familiar de glaucoma deve iniciar o rastreio aos 35 anos.
Para idosos
  • A partir dos 65 anos, o ideal é manter consultas anuais;
  • Pacientes com doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão, devem redobrar os cuidados, realizando exames com maior frequência.

 

Por Agência Brasília, com informações do IgesDF | Edição: Vinicius Nader