Brasília vai muito além de sua arquitetura modernista. Por trás dos monumentos existe uma cidade criativa, diversa e pulsante, que produz moda, cultura e novas ideias. É nesse cenário que o Brasília Trends Fashion Week 2026 fortalece a produção criativa do Distrito Federal e amplia o espaço da capital no cenário da moda brasileira.
Para Thiago Malva, o evento é uma oportunidade de revelar a potência dos criadores locais e aproximá-los do mercado. “Brasília tem uma cena de moda muito mais potente e diversa do que muitas vezes se percebe de fora”, afirma. A edição 2026 tem como tema “O Fluxo Invisível”, inspirado nas relações entre Amazônia e Cerrado, nos rios voadores e nos movimentos de pessoas, culturas, ideias e materiais.
A proposta une moda, sustentabilidade, território e comportamento. Para Thiago, a identidade brasiliense não precisa aparecer apenas em referências aos monumentos, mas na maneira como os criadores interpretam a cidade e o Cerrado. “Essa combinação produz uma estética muito própria.” A valorização de estilistas, modelos, fotógrafos, maquiadores, produtores e profissionais de audiovisual também está entre os pilares do evento. “Brasília precisa deixar de ser apenas consumidora de tendências para também ser reconhecida como produtora de moda e de pensamento criativo.”
Gabriel Guimarães: os bastidores que transformam moda em experiência
Por trás dos minutos de desfile existe uma grande operação. Gabriel atua na direção criativa e na direção de desfiles, participando do casting, backstage, provas de roupa, styling, beleza, trilha, vídeos de LED, ordem de entrada, movimento e ritmo. “Meu trabalho é transformar muitas partes diferentes em uma única narrativa.”
Para ele, são os detalhes que fazem a diferença entre um desfile comum e uma experiência marcante. Luz, música, beleza, casting e movimento precisam estar em sintonia para criar uma atmosfera capaz de despertar emoção. “Direção de desfile é criar atmosfera. É pensar no que o público vai sentir quando a primeira modelo entrar.”
Gabriel também destaca que a moda é uma construção coletiva. O que o público vê na passarela é resultado de meses de planejamento, pesquisa, produção e do trabalho de dezenas de profissionais. No BTFW, ele busca ainda aproximar marcas, estilistas, modelos, estudantes e criativos, criando oportunidades e conexões.
Para ele, quando um desfile parece fácil e natural, esse é justamente o resultado de um trabalho bem executado. Por trás da leveza estão disciplina, técnica, sensibilidade, pressão e uma equipe inteira comprometida em transformar poucos minutos em uma experiência que permaneça na memória.
Foto: divulgação
