Com mais de mil atendimentos mensais, unidade realiza acompanhamento clĂnico e biopsicossocial para jovens entre 12 e 18 anos incompletos
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âPassei a socializar, a fazer amigos, minha concentração e notas melhoraram. AlĂ©m disso, Ă© legal ter um grupo com a mesma experiĂȘncia, porque vemos o ponto de vista do outro, muitos jĂĄ passaram por situaçÔes difĂceis ou parecidasâ, relata o estudante Davi Calebe, 17, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Desde 2022, ele Ă© acompanhado pelo Adolescentro.Â
Nas dinĂąmicas do Grupo Interação, sĂŁo desenvolvidas atividades para estimular a socialização e as habilidades sociais dos jovens. Cada encontro trabalha um tema diferente, como a importĂąncia do autocuidado, noçÔes de higiene, afetividade, sexualidade, autonomia, coordenação motora e estratĂ©gias para lidar com as diferentes emoçÔes, entre outros. Â
âA participação no grupo estĂĄ sendo maravilhosa. Estou muito satisfeita. Meu filho foi visto de forma diferenciada. O pessoal aqui Ă© bem capacitado. Ele fez muitos amigos, se abriu mais. Tem toda uma diferença dele antes e depois dos encontrosâ, elogia a mĂŁe de Davi, a tanatopraxista Diva Diamante, 45.Â
O Adolescentro oferece 160 vagas anuais de assistĂȘncia coletiva e individual a pacientes com TEA, totalizando mais de mil atendimentos por mĂȘs. As consultas individuais multidisciplinares contam com equipe formada por psicĂłlogos, psiquiatras, pediatras, hebiatras (especialista em adolescĂȘncia), fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, ginecologistas, urologistas, neurologistas, odontĂłlogos e terapeutas ocupacionais.
Nos casos de suspeita do diagnĂłstico de TEA ou da necessidade de acompanhamento, as unidades bĂĄsicas de saĂșde (UBSs) sĂŁo o primeiro lugar a ser buscado. Em seguida, conforme o perfil do paciente, hĂĄ o direcionamento a um dos quatro Centros Especializados em Reabilitação (CERs) da Secretaria de SaĂșde (SES-DF).
Em situaçÔes nas quais o jovem avaliado apresenta algum sofrimento mental, com necessidade de acompanhamento psicossocial, ele é encaminhado ao Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (Compp) ou ao Adolescentro, a depender da idade. Quando hå sinais mais graves que pedem um monitoramento intenso, a pessoa é direcionada aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
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Cuidando de quem cuida
Enquanto os jovens participam do grupo em sessĂ”es de duas horas, seus cuidadores tambĂ©m recebem apoio por meio de grupos terapĂȘuticos, espaços onde hĂĄ escuta e troca de experiĂȘncias. âĂ muito importante a gente cuidar da saĂșde mental. Aqui conversamos sobre as evoluçÔes. Choramos e rimos juntos. E isso Ă© bom porque desabafamos. O grupo abraçaâ, acrescenta Diva.
A terapeuta ocupacional da SES-DF Marina Esselin explica que a equipe auxilia os responsĂĄveis a entender o diagnĂłstico e a melhorar a comunicação com o filho. “Isso ajuda a encurtar a distĂąncia entre o jovem e o seu cuidador”, diz.
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Por AgĂȘncia BrasĂlia, com informaçÔes da Secretaria de SaĂșde (SES-DF) | Edição: Carolina Caraballo
