Meio Ambiente

Audiência pública discute a revisão da Luos no Jardim Botânico

Após ouvir moradores, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação decidiu rever a proposta

 

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) decidiu revisar a proposta para atualização da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) na Região Administrativa do Jardim Botânico, após ouvir os moradores durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (21).

A proposta apresentada pela equipe técnica da secretaria previa, entre outros pontos, a flexibilização de usos em lotes localizados em áreas residenciais, no Jardim Botânico 3. A intenção era permitir usos mistos e ampliar possibilidades de atividades comerciais e de prestação de serviços em determinados lotes, com o objetivo de dinamizar o desenvolvimento econômico da região, sem obrigatoriedade de alteração do uso atual dos lotes.

No entanto, os moradores se manifestaram contrariamente às mudanças previstas para os lotes residenciais. Diante da posição apresentada durante a audiência, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, anunciou a decisão de reavaliar a proposta.

“Quando elaboramos um estudo e propomos alterações, isso é feito com base em critérios técnicos e em uma metodologia desenvolvida pela equipe. Mas o mais importante, para qualquer alteração, é ouvir a população. Estamos aqui justamente para isso. A audiência pública existe para garantir essa escuta”, afirmou.

O secretário destacou ainda que, após ouvir as manifestações dos moradores e conversar com a equipe técnica da Seduh durante a audiência, a secretaria decidiu reavaliar a proposta relacionada ao Jardim Botânico 3.

“Diante de todas as falas e considerando os anseios apresentados pela população, decidimos reavaliar toda proposta prevista para a região. O mais importante é que a população esteja satisfeita, e entendemos que, neste momento, isso não está acontecendo. Por isso, vamos reconsiderar a proposta, ouvindo e analisando tudo o que foi colocado pela comunidade”, completou.

 

Por Agência Brasília, com informações da Seduh-DF | Edição: Vinicius Nader