Cidadania

Com mais de 300 participantes, IX ConferĂȘncia Distrital dos Direitos Humanos aprova 21 propostas para a etapa nacional

Evento, realizado nos dias 2 e 3 de outubro na EAPE, reuniu mais de 300 participantes e registrou recorde de engajamento e diversidade

 

A IX ConferĂȘncia Distrital dos Direitos Humanos encerrou-se com resultados expressivos: 21 propostas aprovadas nos seis eixos de discussĂŁo serĂŁo encaminhadas Ă  XIII ConferĂȘncia Nacional de Direitos Humanos, marcada para dezembro. O encontro, que reuniu mais de 300 participantes, bateu recorde de pĂșblico e de proposiçÔes, reafirmando o compromisso do Distrito Federal com a promoção da cidadania e o fortalecimento da democracia participativa.

Realizada nos dias 2 e 3 de outubro, na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), a conferĂȘncia foi promovida pelo Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CDPDDH), colegiado vinculado Ă  Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF). Em sua 9ÂȘ edição, o evento tem como objetivo debater e propor polĂ­ticas pĂșblicas que assegurem a proteção e o fortalecimento dos direitos humanos, por meio da escuta ativa e da participação direta da sociedade civil.

O encontro tem como objetivo debater e propor polĂ­ticas pĂșblicas que assegurem a proteção e o fortalecimento dos direitos humanos | Fotos: Jhonatan Vieira/Ascom Sejus
O encontro tem como objetivo debater e propor polĂ­ticas pĂșblicas que assegurem a proteção e o fortalecimento dos direitos humanos | Fotos: Jhonatan Vieira/Ascom Sejus

Entre as propostas aprovadas, estĂŁo a criação de museus municipais dedicados Ă  memĂłria e Ă  verdade sobre o perĂ­odo da ditadura civil-militar, a definição de limites Ă©ticos para o uso das redes sociais com foco no combate Ă  desinformação, o fortalecimento da participação social com equilĂ­brio de gĂȘnero nas decisĂ”es pĂșblicas e a criação de um ComitĂȘ EconĂŽmico Popular com poder deliberativo sobre polĂ­ticas fiscais.

A diversidade foi uma marca desta edição, que contou com a presença significativa de pessoas negras, indĂ­genas, idosas, LGBTQIAPN+, ciganas e com deficiĂȘncia, representando a pluralidade das lutas e dos desafios enfrentados pela sociedade.

O psicĂłlogo Igor Passos, 29 anos, que atua com pessoas em situação de vulnerabilidade social, destacou a importĂąncia do espaço como um ambiente de escuta e construção conjunta. “AlĂ©m de ouvirmos sobre diversas questĂ”es de vulnerabilidade, aqui nĂłs temos a oportunidade de discutir abertamente e construir soluçÔes junto aos outros presentes”, afirmou o participante.

Igor Passos: “AlĂ©m de ouvirmos sobre diversas questĂ”es de vulnerabilidade, aqui nĂłs temos a oportunidade de discutir abertamente e construir soluçÔes junto aos outros presentes”
Igor Passos: “AlĂ©m de ouvirmos sobre diversas questĂ”es de vulnerabilidade, aqui nĂłs temos a oportunidade de discutir abertamente e construir soluçÔes junto aos outros presentes”

Durante os dois dias de debates, tambĂ©m foram eleitos os delegados que representarĂŁo o Distrito Federal na conferĂȘncia nacional. No total, foram escolhidos 27 titulares e nove suplentes, sendo cinco representantes do poder pĂșblico e os demais da sociedade civil.

Para a secretĂĄria de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, a conferĂȘncia Ă© um instrumento essencial de fortalecimento democrĂĄtico. “O diĂĄlogo aberto entre diferentes setores da sociedade amplia a compreensĂŁo dos desafios enfrentados e potencializa a construção coletiva de soluçÔes efetivas e transformadoras em favor dos direitos humanos”, destacou.

Na abertura do evento, o subsecretĂĄrio de PolĂ­ticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (SUBDHIR), Juvenal AraĂșjo, reforçou a importĂąncia da participação social no aprimoramento das polĂ­ticas pĂșblicas. “O diĂĄlogo e o controle social sĂŁo pilares fundamentais para consolidar os direitos humanos e promover uma sociedade mais justa e igualitĂĄria”, afirmou.

 

Por AgĂȘncia BrasĂ­lia, com informaçÔes da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) | Edição: Paulo Soares