Cidadania

Curso forma mulheres rurais aptas a serem agentes de transformação social em suas comunidades

Iniciativa piloto da Emater-DF, iniciada em 2025, serÔ concluída em 25 de fevereiro com certificação das participantes e avaliação para aperfeiçoamento e ampliação do projeto

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ā€œEu quero transbordarā€. Esse Ć© o desejo de Esther Baldez, do nĆŗcleo rural Boa EsperanƧa, após mais um encontro do curso da Emater-DF Mulheres em Transformação. A formação tem cerca de 80 horas/aula e conta com a participação de 16 mulheres rurais que, como Esther, estĆ£o sendo acompanhadas desde o encerramento do Encontro Distrital de Mulheres Rurais, em novembro do ano passado.

O curso foi estruturado em quatro eixos temÔticos: Desenvolvimento humano e social; Gestão e empreendedorismo; Produção e sustentabilidade; e Organização social e econÓmica. A proposta foi trabalhar competências técnicas e socioemocionais de forma integrada, respeitando a realidade das mulheres do campo e valorizando seus saberes e trajetórias.

ā€œEu vejo essa oportunidade como um investimento da Emater-DF em nós mulheres, que muitas vezes estamos escondidas lĆ” no campoā€, afirmou Esther. ā€œE cada etapa do curso Ć© uma forma de crescimento diferente. O que eu vou levar daqui Ć© que eu quero ser um ser humano melhor para o meu próximo e colaborar onde eu estiverā€, destacou a produtora.

Para a extensionista rural e economista doméstica Selma Tavares, essa percepção é um dos resultados esperados quando esse projeto piloto foi construído. O projeto busca ir além do empoderamento simbólico e fornecer ferramentas prÔticas para que essas mulheres atuem como agentes de transformação em diferentes contextos, desde o empreendedorismo, fortalecimento das comunidades locais, até seus sonhos e projetos pessoais.

ā€œA proposta desse curso surgiu a partir de uma viagem tĆ©cnica a Santa Catarina, onde conhecemos experiĆŖncias de gestĆ£o de sucesso que tiveram como base a qualificação das mulheres ruraisā€, explicou Selma. ā€œEntĆ£o, fizemos um trabalho de continuidade, desenvolvendo essas competĆŖncias desde o compromisso de partilhar os aprendizados da viagem tĆ©cnica, Ć  Ć©poca, atĆ© a construção do Encontro Distrital de Mulheres Rurais, chegando agora a essa primeira turma, em que vamos avaliar os resultados, a carga horĆ”ria e outras questƵes para oferecer, em breve, uma nova edição do cursoā€, acrescenta a extensionista.

Ao longo da capacitação, as participantes tiveram acesso a conteúdos voltados para liderança, planejamento, geração de renda, sustentabilidade e organização social e coletiva, criando bases para a ampliação de oportunidades e para uma atuação mais ativa em espaços produtivos e sociais.

Para a produtora rural Francisca Maria Martins, do nĆŗcleo rural da Taquara, participante do curso, a experiĆŖncia representou mais do que aprendizado tĆ©cnico. ā€œPara mim, estĆ” sendo maravilhoso de todas as formas. Só de estar aqui jĆ” Ć© um presente: buscar conhecimento, abrir a mente para tantas coisas diferentesā€, disse a produtora, conhecida como Patita. ā€œO que mais me marcou foi saber que eu sou amada, aceita e aprovada. SĆ£o essas palavras que ficaram na minha mente e que me ajudam a confiar em mim, no meu produto, e a saber que eu vou conseguirā€, emociona-se.

A certificação, marcada para o dia 25 de fevereiro, simboliza não apenas a conclusão de uma etapa formativa, mas o início de novas possibilidades de atuação dessas mulheres como protagonistas do desenvolvimento rural sustentÔvel.

Mulheres interessadas em ações de capacitação e orientação podem procurar o escritório local da Emater-DF mais próximo para obter informações sobre cursos e projetos em andamento.

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Por AgĆŖncia BrasĆ­lia, com informaƧƵes da Emater-DF | Edição: ƍgor Silveira