Escolas públicas de ensino fundamental receberão laboratórios para desenvolver projetos colaborativos e inovadores
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) participa do Encontro Nacional + Ciência na Escola no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), realizado entre os dias 24 e 26 de março. Promovida em parceria com o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a iniciativa reúne 14 escolas da rede pública de ensino do DF e mais centenas de instituições dos 26 estados brasileiros.
O programa visa a criar espaços de prototipagem e inovação, os chamados “laboratórios maker” nas escolas da rede pública, priorizando estudantes dos anos finais do ensino fundamental, especialmente os de instituições de ensino localizadas em áreas de alta vulnerabilidade social.
Prestigiaram a cerimônia de abertura autoridades como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá; o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Olival Freire; a diretora de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Anita Stefani, representando o ministro da Educação, Camilo Santana, além de diretores e reitores de universidades federais brasileiras.
A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou a importância da oportunidade para os estudantes da rede pública. “É uma honra representar o DF num encontro que aponta para o futuro do Brasil. O programa + Ciência na Escola transforma a escola em espaço de criação, colocando estudantes no centro da experimentação, curiosidade e inovação. É preciso dizer com clareza que, não existe educação de qualidade no século XXI sem letramento científico digital”.
Serão investidos R$ 200 milhões no programa, com a instalação de laboratórios em quase duas mil escolas, beneficiando um milhão de estudantes brasileiros. O programa prevê a criação de ambientes estruturados, que possibilitem aos estudantes desenvolver ideias em projetos colaborativos, inovadores e críticos, incentivando o letramento digital e o aprendizado científico por meio da prática e da experimentação, contemplando ações voltadas também à formação de professores.
Além do investimento nos laboratórios, serão oferecidas bolsas do CNPq para os coordenadores estaduais e de redes, estudantes e docentes das unidades participantes, especialistas convidados e alunos de graduação e pós-graduação, no âmbito de atividades de extensão.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a união entre educação e ciência amplia horizontes. “Nós sabemos que a educação e a cultura científica contribuem para a formação de uma sociedade com mais capacidade de compreender e apropriar-se dos benefícios da ciência e tecnologia. O conhecimento nos liberta! Então, quando o jovem coloca a mão na massa, não está apenas aprendendo a ciência, está desenvolvendo autonomia, pensamento crítico e novas possibilidades de futuro”, declarou.
Mais ciência na prática
Uma das escolas da capital impactadas pelo programa é o Centro Educacional (CED) Vargem Bonita. O professor de robótica e coordenador do laboratório maker, Marcos Caldeira, explicou como esse programa poderá ser utilizado.
“Nós fomos convidados pela Universidade de Brasília (UnB) para participar desse edital em abril de 2024. Juntos, fornecemos informações e provamos que o CED Vargem Bonita tem condições de receber o laboratório maker. Temos uma agrofloresta, então, precisamos de trituradores para fazer uma composteira; para o ensino fundamental, é importante uma impressora 3D… Vamos desenvolver projetos voltados à melhoria da comunidade também, já que na nossa região a produção de hortaliças é alta”.
As estudantes da escola, Maria Eduarda Lacerda e Amanda de Jesus Santos, ambas de 14 anos, são monitoras do CED Vargem Bonita e estão empolgadas com o projeto do laboratório. “Estou com expectativa muito alta! Toda vez que falam de ciência e escola, eles arrasam! Como estamos no 9º ano e já vamos sair da escola, queremos deixar exemplo, um caminho, uma trajetória”, reforçou Maria Eduarda.
Já Amanda complementou. “Com esse recurso, podemos ajudar a escola, inclusive nos traz mais responsabilidade, educação financeira e eu acho importante. Queremos que o projeto cresça para expandir essas ideias para a comunidade e para mais escolas também”.
Por Agência Brasília, com informações da SEEDF | Edição: Paulo Soares
