Novo ĂłrgĂŁo atuarĂĄ na formulação de diretrizes, integração de projetos e participação social na construção das polĂticas pĂșblicas do Hip Hop no Distrito Federal
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O Distrito Federal acaba de dar um passo decisivo para fortalecer a cultura urbana: foi instituĂdo o ComitĂȘ Permanente do Hip Hop (CPH2), ĂłrgĂŁo colegiado vinculado ao Conselho de Cultura do DF (CCDF) que terĂĄ papel estratĂ©gico na formulação, acompanhamento e avaliação das polĂticas pĂșblicas voltadas aos elementos do hip-hop na capital. A medida consta na Resolução nÂș 02, de 18 de novembro de 2025, publicada em Edição Extra do DiĂĄrio Oficial do DF, nesta quarta-feira (19).
O novo comitĂȘ surge para atender a uma demanda histĂłrica de artistas, coletivos e agentes culturais que atuam no Rap, DJ, Breaking, Grafite, batalhas de rima e açÔes formativas ligadas ao Conhecimento â os cinco elementos clĂĄssicos do movimento. O CPH2 terĂĄ atuação deliberativa, consultiva e fiscalizadora, reunindo governo e sociedade civil na construção de um plano contĂnuo para o fortalecimento da cultura hip-hop no DF e na Ride.
Entre suas principais competĂȘncias, o comitĂȘ irĂĄ:
– Propor e avaliar diretrizes e açÔes para os elementos da cultura Hip Hop;
– Contribuir com a formulação e implementação de polĂticas pĂșblicas voltadas ao setor;
– Promover integração entre iniciativas de Hip Hop e outras expressĂ”es urbanas;
– Sugerir estudos e pesquisas sobre o movimento no DF e na Ride;
– Atuar em conjunto com os Conselhos Regionais de Cultura, ampliando capilaridade e participação social;
– Manter intercĂąmbio com ĂłrgĂŁos pĂșblicos e entidades da sociedade civil.
A estrutura do CPH2 serĂĄ composta por 11 integrantes titulares, acompanhados de suplentes, sendo 3 representantes do poder pĂșblico e 8 representantes da sociedade civil, com mandatos de trĂȘs anos. O processo eleitoral para escolha dos representantes civis serĂĄ conduzido pela Secec-DF e pelo CCDF, garantindo critĂ©rios como paridade de gĂȘnero, participação de pessoas com deficiĂȘncia (PCDs) e comprovação de atuação mĂnima de dois anos no hip-hop.
Para o secretĂĄrio de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, a criação do comitĂȘ representa âum avanço concreto na valorização da cultura urbana e no reconhecimento do hip-hop como força criativa, educativa e comunitĂĄria do DFâ. Ele destaca que âo CPH2 nasce para garantir que as decisĂ”es sobre polĂticas pĂșblicas do hip-hop sejam construĂdas com quem vive, cria e transforma a cultura nas quebradas. Ă mais participação, mais escuta e mais compromisso com a potĂȘncia dessa cenaâ.
Na mesma linha, o coordenador de Audiovisual da Secec-DF, JĂșnior Ribeiro, enfatizou que “o comitĂȘ vai desempenhar um papel importante no fortalecimento e na valorização da cultura hip-hop, principalmente porque todos os elementos serĂŁo representados em um espaço de escuta qualificada. A partir disso, o conselho vai criar, pensar, elaborar polĂticas pĂșblicas, propondo essas polĂticas pĂșblicas para o Estado. Podemos dizer que Ă©, de fato, um espaço no qual o governo estĂĄ inserido, a sociedade civil estĂĄ inserida e a gente consegue trazer a polĂtica pĂșblica de forma mais estruturadaâ.
Hip-hop
O hip-hop Ă© uma das expressĂ”es culturais mais presentes no cotidiano das comunidades do DF, articulando juventude, cultura de rua, arte, tecnologia e identidade. Oficinas, batalhas, saraus, festivais, grafite e açÔes de formação movimentam todo o territĂłrio, mas ainda enfrentam desafios como falta de fomento contĂnuo, reconhecimento formal e espaços adequados.
ApĂłs a publicação da resolução, o processo eleitoral serĂĄ aberto com edital especĂfico. A primeira reuniĂŁo oficial do comitĂȘ deverĂĄ ocorrer em atĂ© 30 dias Ășteis apĂłs a designação dos membros. Na sequĂȘncia, o grupo elaborarĂĄ seu Regimento Interno e iniciarĂĄ a construção das primeiras propostas de ação.
Com o CPH2, o Distrito Federal consolida um espaço permanente de diĂĄlogo e decisĂŁo, fortalecendo o hip-hop como polĂtica cultural estruturante, conectada Ă s necessidades reais dos territĂłrios e Ă potĂȘncia criativa de seus artistas.
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Por AgĂȘncia BrasĂlia, com informaçÔes da Secec-DF | Edição: Paulo Soares
