Saúde

Representantes do Ministério da Saúde de Portugal visitam UBS 1 do Lago Norte

Atividades desenvolvidas no Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb) da Unidade Básica de Saúde se tornaram referência internacional

 

Representantes do Ministério da Saúde de Portugal estiveram na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Lago Norte, na sexta-feira (8), para conhecer o Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb) desenvolvido no local. O projeto da Secretaria de Saúde (SES-DF), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, possui 42 hortos, cujo foco está nos cuidados com a saúde, na segurança alimentar e na integração da comunidade. Servidores dos ministérios brasileiros da Saúde e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome também acompanharam a visita.

“Foi uma experiência enriquecedora porque, de fato, percebe-se que a unidade envolve a comunidade em um conjunto de atividades que promovem a saúde como um todo. E a rede deve realmente ter espaços de promoção da saúde, não só de tratamento de doenças”, avalia a representante do Ministério da Saúde de Portugal, Maria João Gregório. 

Árvores frutíferas e ervas medicinais estão entre as dezenas de espécies cultivadas no horto | Fotos: Arquivo/Agência Saúde DF
Árvores frutíferas e ervas medicinais estão entre as dezenas de espécies cultivadas no horto | Fotos: Arquivo/Agência Saúde DF

Do lixo à inovação

No passado, o espaço chegou a acumular lixo e hoje abriga dezenas de espécies de vegetais, incluindo árvores frutíferas e ervas medicinais. Parte da produção dos hortos também é enviada às duas Farmácias Vivas da SES-DF, que produzem medicamentos fitoterápicos. O desenvolvimento desses locais envolve, ainda, a capacitação de servidores integrantes do projeto. 

Chefe de gabinete da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde da SES-DF, Lina Alencar destaca a integração dos 42 Hambs aos demais serviços oferecidos à população. “Os hortos representam, além do cuidado com a terra, plantas e ambiente laboral, um cuidado à pessoa, à saúde mental. É uma interface entre o profissional e a coletividade, entre o serviço de saúde e a comunidade”, explica. 

A gestora também lembrou que a iniciativa já foi reconhecida como experiência bem-sucedida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 

 

Por Agência Brasília, com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) | Edição: Plácido Fernandes