Ação reuniu mĂŁes e crianças em atividades lĂșdicas e artesanais para amenizar os impactos da internação
A gravata quadriculada, o sorriso e a desenvoltura do pequeno BenĂcio, de apenas seis meses, conquistaram os coraçÔes de pacientes, familiares e profissionais da Unidade de Terapia Intensiva PediĂĄtrica (UTI Ped) do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta terça-feira (23). Em um momento de leveza em meio Ă rotina hospitalar, bebĂȘs e crianças internados participaram de um ensaio fotogrĂĄfico com temĂĄtica junina durante uma atividade voltada Ă promoção do bem-estar e da humanização do cuidado.
âEssas intervençÔes terapĂȘutico-ocupacionais, de carĂĄter lĂșdico, expressivo e significativo, contribuem para minimizar os impactos emocionais da internação, promovendo acolhimento, estratĂ©gias de enfrentamento e o fortalecimento dos vĂnculos afetivosâ
Anna Carolina Rodrigues, terapeuta ocupacional
A ação foi organizada pelas equipes de terapia ocupacional e psicologia do Instituto de GestĂŁo EstratĂ©gica de SaĂșde do Distrito Federal (IgesDF) para estimular o desenvolvimento infantil, fortalecer os vĂnculos entre os bebĂȘs, suas famĂlias e a equipe assistencial, alĂ©m de proporcionar experiĂȘncias afetivas durante o perĂodo de internação.
A terapeuta ocupacional Anna Carolina Rodrigues, da UTI PediĂĄtrica, lembra que a proposta busca recriar vivĂȘncias que fariam parte do cotidiano das crianças caso estivessem em casa. âO objetivo foi proporcionar experiĂȘncias que elas vivenciariam em casa, junto da famĂliaâ, explica.
Essas intervençÔes terapĂȘutico-ocupacionais, de carĂĄter lĂșdico, expressivo e significativo, contribuem para minimizar os impactos emocionais da internação, promovendo acolhimento, estratĂ©gias de enfrentamento e o fortalecimento dos vĂnculos afetivosâ, ressalta.
MĂŁe de BenĂcio, JĂ©ssica Ferreira conta que a atividade levou um pouco de alegria para uma realidade marcada por desafios: âParte o meu coração ver meu filho internado. NĂŁo teve um dia em que eu nĂŁo chorei. Mas me sinto aliviada por saber que ele estĂĄ recebendo um tratamento maravilhoso. Todos nos tratam como se fĂŽssemos da famĂlia, ele recebe atenção o tempo todo, e essa atividade foi Ăłtima para mudar um pouco a nossa rotinaâ.
FamĂlia e pacientes
A programação foi dividida em dois momentos. O primeiro foi o ensaio fotogrĂĄfico, que transformou a unidade em um pequeno arraiĂĄ. Vestidas com acessĂłrios juninos e respeitando as condiçÔes clĂnicas e os critĂ©rios de estabilidade, as crianças posaram para as fotos em um ambiente de descontração e acolhimento.
A psicĂłloga Ana Beatriz Padilha Fernandes pontua que o cuidado integral envolve olhar para alĂ©m do tratamento fĂsico, considerando tambĂ©m as necessidades emocionais das famĂlias. âEssa ação proporcionou um momento de leveza e diversĂŁo para famĂlias que enfrentam uma situação tĂŁo delicadaâ, enfatiza. âFoi uma oportunidade de deixar a preocupação de lado e descontrair um pouco, fazendo com que todos participassem dessa experiĂȘnciaâ.
Em seguida, as mĂŁes participaram de uma oficina de confecção de molduras personalizadas, que serĂŁo incorporadas Ă s placas de identificação dos leitos. Segundo a terapeuta ocupacional Anna Carolina, a atividade funciona como um recurso terapĂȘutico capaz de estimular a criatividade, a expressĂŁo de sentimentos e o protagonismo das famĂlias no processo de cuidado e recuperação das crianças. âCom essa atividade, trazemos ainda mais humanização ao tratamento, dando rostos aos nomes que vemos nos leitosâ, especifica.
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Por AgĂȘncia BrasĂlia, com informaçÔes do IgesDF | Edição: Chico Neto
