As ações de acolhimento de pessoas em situação de rua foram retomadas, na manhĂŁ desta quinta-feira (13), no Distrito Federal. Essa foi a primeira abordagem desde a implementação do Plano de Ação para a Efetivação da PolĂtica Distrital para a População em Situação de Rua. A assistĂŞncia começou por trĂŞs áreas previamente determinadas na Asa Norte e terá continuidade nesta sexta-feira (14) por mais oito. O objetivo da abordagem Ă© acolher e dar assistĂŞncia, alĂ©m de oferecer polĂticas pĂşblicas do GDF para os cidadĂŁos em situação de rua. “A nossa ideia, ao contrário do que sempre foi feito, Ă© acolher essas pessoas e dar condições para que elas saiam da situação em que se encontram. As nossas equipes estĂŁo nas ruas fazendo o cadastramento dessas pessoas, levando as equipes de saĂşde e ofertando o leque de serviços que temos Ă disposição, para que essas pessoas mudem de vida e saiam da situação em que se encontram”, afirma o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. A operação na Asa Norte contou com abordagens e atuações no gramado do EixĂŁo em cinco pontos na altura das quadras 116, 114 e 113. Durante a ação, foi feita a remoção de sete estruturas precárias e de madeiras, porĂ©m nĂŁo houve acionamento para acolhimento. “Trata-se da caracterĂstica nĂ´made da população de rua: eles se deslocam com frequĂŞncia de um local para o outro. É um desafio que temos, mas seguimos com a abordagem constante para garantir proteção social a esse pĂşblico tĂŁo vulnerável, que Ă© a população de rua. Vamos continuar tentando estabelecer um vĂnculo com essas pessoas e mostrar que há outra possibilidade de vida”, ressalta a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Dias antes da ação, as equipes do GDF foram atĂ© as áreas ocupadas para uma primeira abordagem e ofertar aos cidadĂŁos serviços de saĂşde, educação, assistĂŞncia social – vagas em abrigos –, orientação sobre tratamento a animais domĂ©sticos, benefĂcios – a exemplo do deslocamento interestadual e benefĂcio excepcional no valor de R$ 600 para quem nĂŁo consegue arcar com aluguel – e polĂticas pĂşblicas, como vagas no programa de qualificação profissional RenovaDF e o cadastramento para unidades habitacionais. Abordagem A operação ocorre sob coordenação da Casa Civil com a participação das secretarias Desenvolvimento Social (Sedes), de SaĂşde (SES), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento EconĂ´mico Trabalho e Renda (Sedet), de Segurança PĂşblica (SSP), de Proteção da Ordem UrbanĂstica (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus), alĂ©m do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), do Departamento de Trânsito (Detran), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), das polĂcias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e do Conselho Tutelar. As abordagens nesse formato tiveram inĂcio em maio em formato de teste no Distrito Federal, quando o GDF fez ações na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistĂŞncia social e oferta de serviços pĂşblicos. Ao longo das prĂłximas semanas, as operações devem ser realizadas em outras regiões administrativas. O objetivo Ă© atender atĂ© duas mil pessoas em situação de rua, a mesma quantidade de novas vagas que passarĂŁo a ser ofertadas nos abrigos da cidade, segundo previsto em edital. PolĂtica pĂşblica Em 27 de maio, o GDF deu mais um passo para a implementação de polĂticas pĂşblicas de atendimento e inclusĂŁo social dos cidadĂŁos em vulnerabilidade, com a oficialização do Plano de Ação para a Efetivação da PolĂtica Distrital para a População em Situação de Rua. A concretização do protocolo se deu com a assinatura do governador Ibaneis Rocha do acordo de cooperação tĂ©cnica que incentiva o desenvolvimento e monitora as ações para as pessoas em situação de rua e do decreto que regulamenta a reserva mĂnima, para este pĂşblico, de 2% das vagas de trabalho em serviços e obras pĂşblicas. O acordo de cooperação tĂ©cnica envolve o GDF, representado pela Casa Civil, o MinistĂ©rio PĂşblico do Distrito Federal e TerritĂłrios (MPDFT), por meio das Comissões de Defesa dos Direitos Fundamentais (CDDF) e de Planejamento EstratĂ©gico (CPE), e do Conselho Nacional do MinistĂ©rio PĂşblico (CNMP). A resolução estabelece o plano de ações para executar polĂticas em assistĂŞncia social, educação, saĂşde, cidadania, cultura, habitação, trabalho e renda voltadas para a população mais vulnerável do DF. O pacto tem o intuito de promover a defesa dos direitos das pessoas em situação de rua, bem como facilitar a troca de informações e o acompanhamento das polĂticas pĂşblicas pelo MinistĂ©rio PĂşblico. O decreto regulamenta a Lei nÂş 6.128, de 1Âş de março de 2018, para promover a inclusĂŁo socioeconĂ´mica das pessoas em situação de rua, que terĂŁo uma reserva de 2% nas vagas das empresas contratadas para realizar serviços e obras na administração pĂşblica do Distrito Federal. AlĂ©m disso, o governo anunciou um novo ciclo do RenovaDF, programa de capacitação profissional na área de construção civil, com o intuito de preparar as pessoas em situação de rua para a futura contratação.
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