Obra substitui estrutura deteriorada na QC 1; espaço está aberto ao público desde 11 de outubro
Editada em 22/10, às 14h12
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.
O cantor e compositor de rap Marcos Vinícius Vieira Salles, 45 anos, conhecido como Relato Verbal, acompanhou com a filha a mudança do parquinho da praça central de Santa Maria. Onde antes encontrava brinquedos quebrados, agora vê mais oportunidades para ela brincar e conviver com outras crianças. O novo espaço da QC 1, uma das obras do GDF na Sua Porta na região, está aberto ao público desde 11 de outubro, véspera do Dia das Crianças.
“Melhorou bastante. Graças a Deus, ficou bom para mim. Está enchendo de crianças, voltou ao normal”
Haroldo Ferreira de Araújo, vendedor de pipoca
Pai de uma menina com transtorno do espectro autista (TEA), Marcos considera as brincadeiras uma parte importante do aprendizado da filha. “Eu vejo que esse parquinho veio para complementar essas atividades”, afirma.
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) informou que a Administração Regional de Santa Maria destinou cerca de R$ 706,7 mil à construção da base do parquinho. Os brinquedos foram produzidos com mão de obra própria e reaproveitamento de peças de pontos de encontro comunitário (PECs), entre outros materiais. O custo estimado dessa produção foi de R$ 35,9 mil.
A obra substituiu o parquinho anterior e incluiu a troca da areia. Segundo a chefe de gabinete da Administração Regional de Santa Maria, Riane Natália Soares Vasconcelos, os equipamentos antigos estavam enferrujados e o espaço não oferecia condições de uso. “Já havia um parque, mas muito degradado”, relata.
Riane conta que o movimento se estende à noite e se soma ao uso dos outros equipamentos da praça, como o PEC, a quadra de esportes e o campo de futebol sintético. “A gente tem um movimento muito grande aqui, com uma participação imensa da população”, afirma.
Espaço para reencontros
A volta das famílias também repercutiu no trabalho do pipoqueiro Haroldo Ferreira de Araújo, 67 anos. Ele completou 11 anos de atuação no local em 15 de outubro e tem na venda de pipoca um complemento da aposentadoria. Com a reabertura do parquinho, voltou a trabalhar perto de casa. Ele conta que, no outro ponto onde vendia pipoca, precisava andar muito com o carrinho, apesar dos problemas de coluna e na perna.
“É uma forma de integração, para a gente conhecer mais as pessoas”
Francisco Corrêa Mendes, pensionista
“Melhorou bastante. Graças a Deus, ficou bom pra mim”, conta. Ele também percebeu a volta da garotada ao espaço. “Está enchendo de crianças, voltou ao normal.”
O pensionista Francisco Corrêa Mendes, conhecido como Mauro, 60 anos, vê no espaço uma oportunidade de aproveitar a companhia dos netos. Morador de Santa Maria há cerca de cinco anos, ele gosta de jogar bola, andar de bicicleta e levar as crianças ao parquinho quando estão com ele. “Às vezes, o pai não tem tempo, aí sobra para a gente. Para mim é um prazer, um privilégio”, diz.
Mauro também valoriza os encontros com outros moradores. “É uma forma de integração, para a gente conhecer mais as pessoas”, afirma. Ao observar o uso da praça, ele lembra que a conservação depende também de comunicar problemas nos equipamentos.
Na quadra onde mora, a 207, o pensionista conta que recorre à ouvidoria quando identifica problemas no parquinho ou nas áreas de esporte. “Tem tido resultado”, relata.
Por Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
