Modernização acelera o processamento de instrumentais, fortalece o suporte às cirurgias e beneficia também unidades da rede administrada pelo IgesDF
Cirurgias, partos e outros procedimentos realizados no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) passam a contar com um suporte mais Ôgil após a modernização da Central de Material Esterilizado (CME), setor responsÔvel pela limpeza, desinfecção e esterilização dos instrumentos utilizados em procedimentos médicos. A unidade recebeu novos equipamentos que ampliam a capacidade do setor e reduzem o tempo necessÔrio para disponibilizar novamente os instrumentais utilizados na assistência aos pacientes.
São três mÔquinas que automatizam parte do processo de higienização e uma autoclave, utilizada na esterilização dos materiais. A iniciativa fortalece o suporte às equipes que atuam em Ôreas como pronto-socorro, centro cirúrgico e centro obstétrico.
De acordo com a chefe do ServiƧo da CME, Camilla Soares, o trabalho realizado pelo setor Ć© indispensĆ”vel para garantir a continuidade dos atendimentos. āSem esse processo, Ć”reas essenciais, como o pronto-socorro, o centro cirĆŗrgico e o centro obstĆ©trico, poderiam ter suas atividades comprometidas. Todo instrumental utilizado precisa passar por etapas de limpeza, desinfecção e esterilização antes de voltar a ser utilizado com seguranƧaā, explica.
āSem esse processo, Ć”reas essenciais, como o pronto-socorro, o centro cirĆŗrgico e o centro obstĆ©trico, poderiam ter suas atividades comprometidas”
Camilla Soares, chefe do ServiƧo da CME
Atualmente, a CME processa cerca de 570 artigos por dia, o equivalente a aproximadamente 13 mil por mês. Além de atender às necessidades do HRSM, o setor também realiza o reprocessamento de materiais das unidades de pronto atendimento (UPAs) de Ceilândia I, Ceilândia II, Gama, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo I, além do Hospital Cidade do Sol (HSol).
Da limpeza ao armazenamento
Antes de retornar ao uso, todos os instrumentais passam por um fluxo rigorosamente controlado. Após a utilização, os itens seguem para a limpeza manual e, posteriormente, para equipamentos automatizados, como as lavadoras ultrassĆ“nicas e os novos equipamentos de desinfecção tĆ©rmica, responsĆ”veis pela remoção de resĆduos e pela higienização dos instrumentais.
Na etapa seguinte, cada peƧa Ć© preparada e inspecionada para verificar as condiƧƵes de limpeza, integridade e funcionamento. āPrecisamos garantir que cada instrumento esteja em perfeitas condiƧƵes. Em uma cirurgia, por exemplo, uma tesoura precisa desempenhar sua função corretamenteā, ressalta Camilla.
Depois da inspeção, os materiais passam pela esterilização, fase responsĆ”vel por eliminar microrganismos que possam causar infecƧƵes. Em seguida, sĆ£o armazenados atĆ© serem redistribuĆdos aos setores assistenciais.
āĆ um processo longo e criterioso. Cada etapa Ć© essencial para assegurar a qualidade do atendimento e a seguranƧa dos pacientesā, destaca.
Mais agilidade para a assistĆŖncia
Com a modernização da estrutura, a CME, que funciona 24 horas por dia, ganhou mais produtividade e reduziu o tempo necessÔrio para disponibilizar novamente os instrumentais às equipes de saúde. Segundo Camilla, a mudança jÔ traz impactos prÔticos para a rotina hospitalar.
āUm instrumental utilizado pela manhĆ£, que antes só voltava a ficar disponĆvel no fim da tarde, agora pode retornar para uso jĆ” no inĆcio da tarde, dependendo do horĆ”rio de entrega. Isso amplia nossa capacidade de resposta e contribui para tornar os atendimentos ainda mais eficientesā, conclui.
Por AgĆŖncia BrasĆlia, com informaƧƵes do IgesDF | Edição: JosĆ© Renato Garcia
