Serviços ocorrem conforme cronograma semanal e quinzenal, para que plantas sejam fortalecidas e embelezem o espaço público. Mudas foram produzidas nos viveiros da Novacap e 70% são de espécies próprias do Cerrado
Um ano apĂłs o plantio de mais de trĂŞs mil mudas entre os estacionamentos 4 e 5 do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, já Ă© possĂvel notar a beleza das espĂ©cies nativas e adaptadas ao Cerrado brasiliense. O Governo do Distrito Federal (GDF) promoveu o plantio das árvores, conforme o projeto do paisagista Roberto Burle Marx, no ano passado, depois da supressĂŁo dos pinheiros que ocupavam a área há mais de quatro dĂ©cadas. As novas plantas estĂŁo saudáveis e, futuramente, vĂŁo encantar os frequentadores e embelezar, ainda mais, o espaço pĂşblico.

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) executa um cronograma de manutenção semanal e quinzenal. Há o combate de pragas e formigas, limpeza, controle da vegetação, irrigação, manejo e adubações quĂmicas para que o crescimento seja acelerado. Cada tarefa segue uma periodicidade especĂfica, conforme a necessidade.
“No caso da roçagem, fazemos praticamente a cada 20 dias, dependendo das condições. Quando as chuvas estĂŁo constantes, o mato e a grama crescem muito rápido, entĂŁo fazemos de 15 em 15 dias. Já no perĂodo de seca, a frequĂŞncia diminui para uma vez por mĂŞs”, esclarece o chefe da DivisĂŁo de Projetos PaisagĂsticos da Novacap, Humberto Vieira.
Segundo ele, os cuidados sĂŁo essenciais para o crescimento das plantas. “As árvores ainda estĂŁo com escoramentos, que ajudam a proteger contra o vandalismo e a segurar a estrutura. Mas, daqui a dois anos, nĂŁo será mais necessário, porque estarĂŁo solidificadas e fortes, e logo esse local será um bosque maravilhoso, com cores diferentes durante o ano inteiro. Será mais um atrativo para BrasĂlia, tanto para a população quanto para os visitantes”, destaca.


O administrador do Parque da Cidade, Todi Moreno, afirma que o bosque será mais um atrativo para os mais de 14 mil cidadãos que visitam o local durante a semana e dos mais de 37 mil nos finais de semana. “Para que isso aconteça, é importante a gente preservar e cuidar das mudas, para que logo tenha sombra e a população possa realizar piqueniques e eventos”, comenta. “Neste momento, não estamos autorizando eventos naquela área, um compromisso nosso com a Novacap, para cuidar do espaço com responsabilidade e logo entregar para a sociedade.”

Foram selecionadas espĂ©cies como pau-brasil, acácia, ipĂŞ, bromĂ©lia, copaĂba, jacarandá, palmeira, entre outras. Para que a nova paisagem surgisse, houve a supressĂŁo de 1.628 pinheiros, que apresentavam riscos Ă segurança da população. Com altura mĂ©dia de 27,7 metros, as árvores estavam há mais de 40 anos no local e já contavam com rachaduras, fungos, brocas e cupins, alĂ©m de nĂŁo serem nativas do Cerrado, impactando negativamente outras espĂ©cies.
A mudança foi bem recebida pela professora Aline Ribeiro, que frequenta o Parque da Cidade semanalmente para promover aulas de patinação. Ela acredita que quanto mais arborizado for o espaço, melhor para a saĂşde das pessoas e para a prática de atividades fĂsicas. “O parque Ă© o lugar que geralmente as pessoas sempre escolhem para estar, para fazer vários esportes, entĂŁo Ă© de grande importância esse plantio”, afirma.
A disposição e a diversidade da flora do parque tambĂ©m sĂŁo elogiados pela agente comercial Ana LĂşcia de Carvalho. Nascida no Rio de Janeiro, ela viveu parte da juventude na capital e coleciona boas memĂłrias no espaço. “Morei aqui há muitos anos, saĂa do Guará e vinha pra cá de bicicleta, e amo o Parque da Cidade, sempre gostei. Agora estou achando melhor ainda, porque tem mais árvores e muitas frutĂferas, o que Ă© muito bom”, contou. “No final de semana tem gente para tudo quanto Ă© lado: bicicleta, skate, patinete. A diversĂŁo de BrasĂlia Ă© o parque. E Ă© exatamente por isso: a quantidade de árvores que tem.”
Por Catarina Loiola, da AgĂŞncia BrasĂlia | Edição: DĂ©bora Cronemberger
