Texto permite o uso dos lotes para comércios, prestação de serviços e pequenas indústrias
Uma demanda antiga da população de Planaltina foi atendida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), para constituir um espaço urbano integrado e gerar mais emprego e renda. O projeto de ampliação do Setor de Desenvolvimento Econômico (SDE) da cidade foi aprovado pela Lei n° 7.746/2025, sancionada pelo governador Ibaneis Rocha e publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de segunda-feira (6).
O projeto foi elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e abrange uma área de 62.584,60 m², situada entre o Setor de Oficinas e o cemitério de Planaltina. No local, serão criados 114 lotes, para uso comercial, prestação de serviços e pequenas indústrias. O maior deles possui 5.042,48 m² e será destinado a equipamento público, podendo abrigar escola, creche ou posto de saúde, por exemplo.
Pela proposta, o uso residencial também está permitido, desde que esteja nos andares superiores das edificações, que terão até três pavimentos acima do térreo. Dessa forma, o andar térreo terá que ser ocupado, necessariamente, por comércio, prestação de serviços e pequenas indústrias.
Para isso, a lei desafeta a área pública do SDE, caracterizada de uso comum, para poder criar os lotes. A desafetação é um processo administrativo que remove a destinação pública e possibilita o parcelamento da área para o uso em outras finalidades.
O pedido de ampliação do setor era uma solicitação da Associação de Moradores de Planaltina (Amoplan). Passou por audiência pública e foi aprovado pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan) e pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Os usos propostos para a área seguem em coerência com as utilizações já vigentes no Setor de Oficinas e Indústrias de Pequeno Porte, próximo à localidade. O texto também atende às diretrizes do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que delimita essa área para implementação da política de desenvolvimento econômico do DF.
Por Agência Brasília, com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação | Edição: Paulo Soares
