Saúde

UBS 3 de Sobradinho promove força-tarefa com exames, contraceptivos e prevenção

Ação realizada neste sábado (16) ampliou acesso da população a serviços como exames preventivos, testes rápidos e inserção de implanon

 

Neste sábado (16), a Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 de Sobradinho, localizada na Nova Colina, promoveu uma força-tarefa com diversos serviços de saúde voltados à família. A ação ofereceu exame preventivo, inserção de dispositivo intrauterino (DIU) e implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel (implanon), testes rápidos, além de cadastro para exames, como mamografia, e inserção na lista de cirurgias de laqueadura e vasectomia.

Louise Soares, enfermeira da família da UBS 3 de Sobradinho: “O sábado é mais abrangente para muitas pessoas que trabalham no meio da semana” | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF
Louise Soares, enfermeira da família da UBS 3 de Sobradinho: “O sábado é mais abrangente para muitas pessoas que trabalham no meio da semana” | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

O objetivo foi ampliar o acesso aos cuidados de saúde, especialmente para pessoas que têm dificuldade de buscar atendimento durante a semana. “O sábado é mais abrangente para muitas pessoas que trabalham no meio da semana”, explicou a enfermeira da família da unidade, Louise Soares. “É um dia em que a unidade se dedica só a esses serviços, então podemos dar uma atenção dedicada aos pacientes”.

Alessandra Batista, de 42 anos, reforçou a colocação da enfermeira: “Achei ótima a ação. Fui avisada ontem que ia ter a força-tarefa. Hoje, fiz a prevenção e testes rápidos. Acho importante ser no final de semana para quem trabalha, porque durante a semana é muito difícil”.

Implanon

Contraceptivo Implanon, de longa duração, apresentou grande procura na unidade de saúde
Contraceptivo Implanon, de longa duração, apresentou grande procura na unidade de saúde

 Um dos destaques da iniciativa foi a inserção do implanon, método contraceptivo de longa duração que tem apresentado alta procura na unidade. Ao longo da ação, a equipe se organizou para fazer o procedimento em até 30 mulheres.

“O implanon é uma excelente opção de contracepção”, explicou a enfermeira Juliana Lemos. “Muitas pacientes têm elogiado e relatado que o implante é menos incômodo e a inserção e a eficácia são muito boas.”

Denise Soares, 41, optou pelo método após investigação médica. “Estava realizando os exames para colocar o DIU, porque sentia muita cólica e sangramento”, contou. “Investigando, descobri uma endometriose. Então, me explicaram que era um bom método e pode tratar as cólicas muito intensas”. Após o procedimento, que durou cerca de cinco minutos, Denise aprovou a experiência: “Maravilhoso, não senti nada”.

Atualmente, o implanon é ofertado a meninas e mulheres de 14 a 49 anos e segue alguns critérios de prioridade, como grupos de maior vulnerabilidade social, indígenas, imigrantes, refugiadas, privadas de liberdade, profissionais do sexo e residentes em áreas rurais. Também estão incluídas mulheres com condições de saúde específicas, como HIV/Aids, tuberculose multirresistente, endometriose profunda, entre outros.

“Hoje, o implanon também nos auxilia a controlar a busca pela fila de laqueadura”, enfatizou a enfermeira Louise Soares. Maria Clara Damasceno, 21 anos, escolheu esse dispositivo após experiências com outros métodos aos quais não se adaptou. “Eu usei o DIU por um tempo, mas senti muitos efeitos colaterais, cólica, sangramento, e ele saiu do lugar umas três vezes; então, optei por trocar por ele”, disse.

 

 

 

 

 

 

Por Agência Brasília, com informações da Secretaria de Saúde | Edição: Chico Neto